
Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 32 anos se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.
Façamos um exercício simplista... Pare diante de uma banca de jornal e observe quantos negros pousam em suas capas? Vá a uma escola, faculdade ou universidade - não publica - e conte quantos estudantes brancos existem em proporção aos negros? Numa loja de brinquedos quantas bonecas brancas em relação a bonecas negras podem ser contadas? Ligue sua televisão e compare o numero de apresentadores.
O negro mais que um dia de consciência, homenagem, feriado ou outra ação frágil de intenção, resgate de cidadania e reconhecimento não virtual. Precisa sim - e já há muito tempo - ser reconhecido e ter as mesmas oportunidades que aqueles que politicamente trazem na teoria uma reflexão e na pratica outra. Até porque não fossem os negros não teríamos a dimensão, as conquistas sociais, o crescimento econômico, a miscigenação plural, a alegria implícita nas artes e o enriquecimento de tudo o que o Brasil nos dá como nação.
A Bíblia nos diz que Deus não esta ligado a estas praticas de descriminação conforme segue a baixo.
E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação. ( Ap. 5:9)
Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas em suas mãos (Ap.7:9)
Por. Claudinei Modesto.
Professor de teologia. IBADEP e ITEPAR.
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